.

Mostrando postagens com marcador Bombardeiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bombardeiros. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de julho de 2011

B-24 Liberator

   Consolidated B-24 Liberator era o bombardeiro americano de maior produção que qualquer outro avião americano durante a Segunda Guerra Mundial, e foi usado pela maioria dos Aliados durante a guerra. Desenhado como um bombardeiro pesado, serviu não só nesse papel, mas também como bombardeiro de patrulha marítima e como transportador pesado.
   Como o P-51 Mustang, o Liberator foi desenvolvido às pressas. Em janeiro de 1938, a Força Aérea Americana convidou a Consolidated a desenvolver um bombardeiro com maior alcance, velocidade, melhor performance em altitude que o B-17 Flying Fortress.



   Comparado com o B-17, o B-24 era mais curto, tinha 25% menos área de asa, mas tinha 6 pés (1.8 m) a mais de envergadura, e mais capacidade de carregamento. O B-17 usava motores de 9 cilindros Wright R-1820 Cyclone, o B-24 usava motores duplos de 14 cilindros Pratt & Whitney R-1830 Twin Wasp de 1000 hp (746 kW).



   Os B-24 americanos entraram em combate em junho de 1942 com um ataque de 13 aviões nos campos de petróleo de Ploesti na Romênia, lançados do Egito. O ataque foi descrito com sem sucesso pelo Exército, mas alertou os defensores da ameaça de novos bombardeiros. Quando 177 B-24 atacaram Ploesti de novo em 1943, 53 não retornaram.

Especificações do Consolidated B-24 Liberator

Tipo: bombardeiro médio ou pesado para oito ou dez tripulantes
Motor: quatro motores radiais Pratt & Whitney R-1830-65 de 1.200hp
Performance: velocidade máxima: 467km/h á 7.620m; sobe á 6.096 metros em 25 minutos; teto de serviço: 8.535 metros; alcance: 3.220km com uma carga de 3.992kg de bombas
Peso: vazio: 16.556kg; máximo na decolagem: 29.484kg
Dimensões: envergadura: 33,53m; comprimento: 20,47m; altura: 5,49m; área da asa: 97,36m²
Armamento: torres de duas armas no nariz, na cauda e na fuselagem superior, além de uma carga normal de 3.992kg de bombas






Heinkel He 177


  Heinkel He 177 - Único bombardeiro pesado alemão; mereceu o nome macabro de Ataú 
flamejante, devido à sua quase inexistência de qualidades. Depois de uma série de incidentes fatais com os protótipos, o avião entrou igualmente em produção, mesmo sem estarem solucionados os seus problemas. Cerca de 1.000 HE 177 foram postos em serviços.

   Apesar de apresentar tantos problemas e ser taticamente inviável como máquina de guerra eficaz, o Heinkel He-177 teve seus momentos enquanto em batalha. As principais unidades a utilizá-lo em combate foram a KG 40 e a KG 100. Ambas estiveram envolvidas na Batalha do Atlântico e na Operação Steinbock, sendo que essa tinha o objetivo de bombardear a capital inglesa nas primeiras semanas de 1944




   No front de Stalingrado, os He-177 foram utilizados, ao lado dos He 111's e Ju 52´s, transportando suprimen-tos e evacuando as tropas do Marechal Friedrich Paulus. Ainda na Frente Oriental, alguns aviões receberam canhões anti-tanques BK5 de 37 mm. A experiencia foi razoavelmente bem sucedida, optando-se agora pela adiçao de outro canhão de 75mm. En-tretanto, a estrutura não suportava o impacto do recuo.
 

   Outras aeronaves foram improvisadas, como o He177 "Zerstörer": um A-3 dotado de 33 tubos de lançamento de foguetes ar-ar, desenvolvido no desespero de romper as sólidas formações de bombardeiros anglo-saxões. O projeto jamais seguiu em frente, em virtude da eficaz escolta norte-americana.

Especificações do Heinkel He 177

Tipo: bombardeiro pesado de seis tripulantes
Motor: dois motores Daimler-Benz DB610A-1/B V-12 desenvolvendo 2.950hp
Dimensões: envergadura: 31,44m; comprimento: 20,40m; altura: 6,40; área da asa: 102m² 
Pesos: vazio: 16.900kg; máximo na decolagem: 31.000kg
Performance: velocidade máxima: 488km/h a 6.000 metros; sobe 190 metros por minuto; teto operacional: 8.000 metros; alcance: 5.500km
Armamento: uma metralhadora MG 81 de 7,92mm no nariz, uma MG 131 de 13mm na torre dorsal, uma MG 131 na traseira da gôndola ventral, um canhão MG FF de 20mm na frente da gôndola ventral, uma MG FF na torre traseira mais uma carga para 6.000kg de bombas ou dois mísseis Hs 293.






Avro Lancaster


   O Avro Lancaster foi o melhor e o mais famoso bombardeiro quadrimotor britânico da II Guerra Mundial. Nasceu em 1941 como espólio do fracassado bombardeiro bimotor Avro Manchester.

   Seu batismo de fogo ocorreu em 2 de março de 1942 e, até ao fim da guerra, cobriu-se de glórias. Os 7.366 exemplares produzidos realizaram 156.000 missões, lançando 608.612 toneladas de bombas (entre as quais algumas "Grand Slam" de 10.000 kg). Entre as suas muitas ações de repercussão, estão o ataque à represa de Moehne e Eder, em 17 de maio de 1943, e o afundamento do Tirpitz, em 12 de novembro de 1944.


   Era uma aeronave de asa média com seção transversal de fuselagem retangular e leme duplo, em forma de escudo zulu invertido. Face a construção robusta e potência excedente dos motores, o Lancaster era capaz de transportar elevada carga de bombas e inclusive bombas especiais como a Dambuster e a Tallboy, com algumas modificações no compartimento de bombas. Até mesmo a "Grand Slam", a bomba terremoto de 22.000 lb (10.000 Kg), podia ser lançada pelo Lancaster, carregada por baixo da fuselagem em aeronaves parcialmente modificadas. 


                                         bomba Grand Slam a famosa ''Bomba terremoto''

   Apenas o armamento defensivo, apesar de numeroso, não era satisfatoriamente adequado, devido ao baixo calibre das armas. Os Lancasters voaram 156.000  missões, algumas das quais antológicas como o ataque às represas da região do Rhur e o afundamento do Tirpitz, entre tantas. 


   Ao todo 7.378 aparelhos produzidos. O modelo Mk.III tinha quatro motores Rolls-Royce Merlin 224 com 1.480HP de potência cada. A envergadura era de 31,11m e o comprimento de 25,25m. Suportava peso máximo de decolagem de 31.850Kg; atingia a velocidade máxima de 460Km/h, com alcance de 4.200Km e teto de 7.470m. A aeronave estava armada com dez metralhadoras de 7,69mm (calibre .30) e podia carregar até 6.400Kg de bombas e outros artefatos explosivos.




O Stuka Ju-87


   Soldados e civis que participaram e presenciaram a invasão alemã na Europa, principalmente durante os primeiros meses da Blitzkrieg, descreviam que, durante aos bombardeiros em suas cidades, um certo avião mergulhava, em ângulos quase retos (90º), sobre os prédios despejando bombas e terror. 

   Essa verdadeira hecatombe era acompanhada com o estrondo agudo de uma sirene. Indubitavelmente, a impressão que essas pessoas tinham é que o próprio demônio estava mergulhando dos céus. Mas não era nada de sobrenatural, e sim o famoso STUKA. 


   A Alemanha utilizou o "Stuka" pela primeira vez na Guerra Civil Espanhola tripulados por pilotos voluntários da Legião Condor. Posteriormente, na invasão da Polónia (1939), contra alvos fixos, como as bases da Força Aérea Polaca. Além disso, a aeronave foi também utilizada para apoiar o avanço alemão, na função de apoio aéreo aproximado, e combater as tentativas polacas de resistênciano sul do país.

Junkers Ju 87 Stuka


   Conseguia carregar grande carga de bombas para seu tamanho pequeno, porém mantendo formas agressivas que eram muito temidas pelos aliados. Em algumas versões, o Stuka era ainda acrescido de uma sirene de mergulho instalada na parte superior do trem de pouso, cujo único propósito era aterrorizar quem quer que estivesse no caminho de suas bombas.

   As posições fixas das defesas francesas na região de Sedan, foram alvos fáceis para os "Stuka", embora a incapacidade dos comandantes franceses, demonstrada pela sua recusa em chamar os caças para atacar os "Stukas" tivesse ajudado os alemães.

Ju 87D-3/trop. (W. Nr. 2883)

Especificações:



Comprimento                    10,8 m
Envergadura                    13,8 m
Altura                    3,9 m
Área (asas)             
31,90 m²                                       
Peso total                    3.324 kg   
Motores  Junkers Jumo 210D
Força               720 Hp kN
Velocidade máxima           310 km/h                                



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Boeing B-17 Flying Fortress


Projetado inicialmente para defender o território americano, o B17 - Flying Fortress foi o mais importante bombardeiro dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Ele inaugurou uma nova fase de bombardeios diurnos e teve papel central na destruição da máquina de guerra alemã. Para tanto, sofreu diversas alterações ao longo do conflito. De todas as versões, as mais eficientes são a F e a G, por causa da grande autonomia, da alta capacidade para armazenar bombas e da excelente precisão. Mesmo assim, sua tripulação sofria bastante com as condições impostas pelas missões. Frio intenso devido às altas altitudes e falta de espaço eram dois dos problemas mais comuns dos aviadores. Além disso, havia a constante tensão com os ataques de caças alemães e com o fogo das baterias antiaéreas, que causavam baixas consideráveis de aviões e tripulação. A eficiência do B17 também foi comprovada pelos nazistas. Muitos aviões capturados foram utilizados pelos alemães por serem mais adequados à função do que os bombardeiros da Luftwaffe.

O Boeing B-17 foi um verdadeira Fortaleza Voadora, não foi um avião revolucionário como o famoso B-29 mas foi o mais famoso bombradeiro americano,  O que deu ao B-17 o apelido de Fortaleza Voadora nem foi seu armamento de defesa mas sim sua alta capacidade de sobrevivência, era um avião que conseguia voltar para a base mesmo depois de sofrer duros ataques.

Para sua defesa durante as missões o B-17 possuía 13 metralhadoras, esse número foi crescendo de acordo com a guerra e adaptações foram feitas, isso permitia ao avião se defender de caças inimigos em todos os ângulos de direção quando andavam em formação.

Torre da Cauda


Contava com duas metralhadoras Browning M2 de calibre .50, com capacidade para 750 tiros por minuto, operadas por um atirador.
          
Torre inferior

Ball Turret

Além de ser a mais perigosa por causa da localização, era também a mais desconfortável para seu ocupante, que ficava em posição de feto, deitado com os pés para cima. Tinha duas metralhadoras M2 calibre .50. 
                                                   
Metralhadoras laterais


Eram duas M2 calibre .50, uma de cada lado da fuselagem, operadas por dois atiradores.

Metralhadora dorsal
Era uma M2 calibre .30, com capacidade para 1 200 tiros por minuto, usada pelo operador de rádio durante os ataques aéreos. 
                                                             Artilheiro

      Localizava os alvos por meio de um sistema de mira Nordon e operava uma metralhadora M2 calibre 50. que ficava no nariz do avião.

Essa ponta era feita em acrílico,material que possibilitava sua curvatura e dava mais segurança ao artilheiro que o vidro. 



Para ter uma ideia, essa fortaleza voadora realizava missões sobre território inimigo. Muitas vezes os B-17 voltavam para suas bases na Inglaterra com somente um motor funcionando, alguns completamente destruídos e com vários membros da tripulação feridos (até gravemente) e algums semana depois após reparos ele saía voando novamente. O mais impressionante é que alguns que voltavam estava tão estragados que viraram sucata, isso mostra o quanto esse avião suportava.



Dados Técnicos:
Peso: 15 422 kg (vazio) 25 400 kg (carregado)
Altura: 5,85 m
Comprimento: 22,80 m
Envergadura: 31,60 m
Tripulantes: 8 a 10
Autonomia: 5000 km
Carga máxima de bombas: 7 893 kg
Carga normal em missões: 2 270 kg Velocidade máxima: 475 km/h
Velocidade de cruzeiro: 275 km/h
13 metralhadoras .50

Bombas: 3.600 kgs (missões de curta distância)
2.000 kgs (missoes de longa distância)

Vídeos

B-17 vs luftwaffe