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sábado, 6 de agosto de 2011

Raf x Luftwaffe


   Invenção do início do século 20, o avião mal precisou de 10 anos para ganhar aplicações militares. As máquinas voadoras, já utilizadas na I Guerra Mundial, só a partir da década de 1930 mostraram seu poder destrutivo. As aeronaves estavam prontas para provar sua força quando Hitler resolveu conquistar o mundo. Em 10 de julho de 1940, levantaram do solo as primeiras dúzias de aviões da Luftwaffe destinadas a iniciar o que seria registrado na história como a Batalha da Inglaterra – uma dura série de ataques aéreos que duraria até o fim de outubro. O objetivo era ganhar o canal da Mancha, destruir a Real Força Aérea e tomar a Grã-Bretanha na nunca concretizada Operação Leão-Marinho (leia quadro ao lado).


   Em 1941, a Luftwaffe lançou o Focke Wulf Fw 190. Flexível, o caça monoposto era equipado com 2 metralhadoras pesadas, 4 canhões e motor de alta performance, características que o colocaram à frente de modelos concorrentes da RAF.



 Focke Wulf Fw 190

    Em 1942, durante a tentativa de desembarque na Alemanha, os novos Hawker Typhoon e Spitfire IX, da RAF, não foram páreo para o Fw 190. Michael Howard, professor de história militar da Universidade de Yale, observou numa conferência no Pentágono que os alemães tiveram “o completo domínio do ar” nos 3 primeiros anos de guerra. A Luftwaffe só foi para a defensiva em 1943, quando se concentrou na vigilância do território alemão contra as campanhas de bombardeio aliadas. 

Hawker Typhoon 





Spitfire IX



   Já perto do fim do conflito, Hitler teve chances de uma reviravolta tecnológica ao pôr no ar o Me 262 – primeiro caça-bombardeiro a jato produzido em larga escala –, mas o tempo voava contra ele. A aeronáutica alemã ainda tentaria uma última investida em 1945. Com base em suas temidas naves Jagdesch-wader 26, lançou um desastrado ataque em massa, chamado Operação Base Plate, contra aeródromos britânicos. Pelo menos 80 comandantes de ala e esquadrões, parte da elite dos pilotos alemães, morreram sob fogo de artilharia antiaérea e de caças aliados. Fim de pista para a Luftwaffe na II Guerra.


Me 262
Maior Ás da luftwaffe:
Erich Alfred


 Aviador alemão, alcunhado o cavaleiro loiro da Alemanha, por seus compatriotas e de demônio negro por seus inimigos, considerado um dos maiores pilotos da história do combate aéreo.


Video RAF vs Luftwaffe


sábado, 16 de julho de 2011

Dia D

   No dia seis de junho de 1944, chamado o Dia-D, o dia decisivo, os aliados ocidentais desembarcaram nas costas da França, dando início ao fim da II Guerra Mundial, começada cinco anos antes pela invasão nazista à Polônia. Simultaneamente ao desembarque do lado ocidental, no Leste da Europa, a URSS lançou uma poderosa ofensiva contra os nazistas, levando tudo de roldão. Onze meses depois a Alemanha nazista rendia-se para os vencedores. O Japão, aliado dos nazistas, a seguiu quatro meses depois. Em agosto de 1945, todas as ações militares haviam sido suspensas, terminara a maior e pior guerra que a humanidade jamais travara.



   No seis de junho de 1944, o Dia-D, deu-se a maior operação militar aeronaval da história. Naquela data, 155 mil homem dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá, lançaram-se nas praias da Normandia, região da França atlântica, dando início à libertação européia do domínio nazista.


   Transportados por uma frota de 14.200 barcos, protegida por 600 navios e milhares de aviões, asseguraram uma sólida cabeça-de-praia no litoral francês e dali partiram para expulsar os nazistas de Paris e, em seguida, marchar em direção à fronteira da Alemanha. Era o primórdio do colapso final do III Reich, o império que, segundo a propaganda nazista, deveria durar mil anos.

   Os nazistas previam uma invasão, mas não sabiam onde ela ocorreria. Também não chegaram a um consenso sobre a melhor maneira de enfrentá-la. Por causa do mau tempo, eles esperavam que a operação fosse adiada para o verão europeu. Em função de manobras simuladas pelos aliados, Hitler concentrara o 15º exército na parte mais estreita do Canal da Mancha, onde previa ser atacado.


   As demais tropas alemãs permaneceram no interior do país, em vez de serem estacionadas na costa, como havia pedido inutilmente o marechal-de-campo Erwin Rommel. Graças a esses erros estratégicos, os aliados escaparam de uma violenta contraofensiva alemã.


                                                            ataque aéreo

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paraquedistas se preparando para o salto

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   Assim Transportados por uma frota de 14.200 barcos, protegida por 600 navios e milhares de aviões, asseguraram uma sólida cabeça-de-praia no litoral francês e dali partiram para expulsar os nazistas de Paris e, em seguida, marchar em direção à fronteira da Alemanha. Era o primórdio do colapso final do III Reich, o império que, segundo a propaganda nazista, deveria durar mil anos.
Cena do filme ''O Resgate do soldado Ryan'' mostra como foi o desembarque na praia de Omaha

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Batalha de Stalingrado

   Stalingrado, cidade situada na margem direita do rio Volga, era um importante entroncamento fluvial e ferroviário que ligava as regiões minerais e petrolíferas do Cáucaso à área de Moscou. Hitler decidiu lançar o peso de sua ofensiva sobre esta cidade não só por motivos estratégicos, mas também políticos. Acreditava que provocaria um profundo abalo moral nas forças inimigas caso conquistasse rapidamente a cidade. As divisões alemãs que atuavam na Rússia foram ampliadas de 184 em junho de 1942 para 193 em agosto/setembro do mesmo ano. Assim reforçados, deram início a ofensiva sobre essa cidade.


  A 17 de julho, o VI Exército sob o comando do Gen. Von Paulus teve ordem de dar início à mobilização que visava a ocupação de Stalingrado. Em setembro a luta se estende para o seu interior e sua queda é eminente. Hitler, eufórico, chega a anunciar a rendição para qualquer momento. No entanto, o avanço alemão por entre as ruínas da cidade é cada vez mais moroso. O 62º Exército comandado por Chuikov resiste a sombra de cada casa, de cada rua, de cada porão.

tenente-general do exercito vermelho Vassili Chuikov

   A terrível oposição das tropas russas não evita que os alemães se apropriem de quase 70% da cidade. Chuikov faz referências a extrema dificuldade em se defender um fronte que tinha de extensão mais de 40 km e uma profundidade de apenas 3 km. Na outra margem do rio, os russos colocam sua artilharia que através de sucessivas barragens, evitam que o restante da cidade caia em poder dos alemães. As perdas de ambos os lados são imensas. O inverno se aproximava e a vitória alemã não se concretiza.


         
 Em 19 de novembro de 1942, após silencioso preparativo, os soviéticos, sob o comando do Gen. Zukov realizam a contra-ofensiva. Três grandes corpos de exércitos (de Vatutin, de Rokossovsky e de Yeremenko) avançam pelo frágeis flancos do VI Exército, terminando por cercá-lo completamente a 23 de novembro de 1942. Vinte e duas divisões de elite e mais dois exércitos romenos encontram-se aprisionados no chamado "caldeirão" de Stalingrado.


Ficheiro:Bundesarchiv Bild 183-E0406-0022-001, Russland, Kesselschlacht Stalingrad.jpg

   O Gen. Von Paulus solicita ordens para executar uma retirada em quanto fosse tempo. Hitler, teimosamente ordena que os alemães devam permanecer nas posições conquistadas, enviando um corpo blindado (Hooth-Mainstein) para tentar romper o bloqueio. Os russos com relativa facilidade e auxílio das baixas temperaturas conseguem afastá-lo das cercanias da cidade. Em dezembro de 1942 os soviéticos apelam para a rendição do VI Exército, dada a inutilidade de qualquer resistência. O natal de 1942 é lúgubre em toda a Alemanha.


   O führer, tenta criar uma situação emocional favorável ao espírito de resistência até o último homem. Promove Von Paulus a Marechal, esperando lhe dar ânimo. Dos 330 mil soldados existentes dentro do "caldeirão" a metade já havia perecido nos combates, pela fome e pelo frio. As promessas de Güring, de abastecer os sitiados via aérea não se concretizaram.
   Entre os dias 10 de janeiro a 2 de fevereiro de 1943, as tropas soviéticas executam a operação final, que culmina na rendição incondicional de quase cem mil homens. Foi a maior derrota militar do Exército alemão em todos os tempos, marcando o fim da supremacia estratégica e tática da Alemanha, que definitivamente perdeu a iniciativa da guerra. 
   Dali em diante, os soviéticos passariam a determinar os rumos do conflito. A Batalha de Stalingrado marca a reviravolta dos destinos da guerra e o princípio do fim da Alemanha Nazista.


Stalingrado após a batalha.